Renúncia e negatividade

Por Acauam Oliveira

I

No momento em que o Todo Poderoso finalizava a criação do mundo, o arcanjo Gabriel, notório por seu apurado senso de justiça, observou um detalhe que imediatamente lhe chamou a atenção. Com todo cuidado e respeito dirigiu-se então ao Ser Supremo: “Oh senhor meu Deus, longe de mim questionar sua infinita sabedoria e misericórdia, mas tem uma coisa me incomodando já faz algum tempo, e não posso furtar-me a vos dizer”. “Chora fio”, respondeu o Verbo. “É que não pude deixar de reparar que em vossa perfeita criação todos os países receberam sua dose de tragédias naturais, como terremotos, furacões e desastres naturais, enquanto aquele ali, o Brasil, tem toda essa natureza exuberante sem uma única marolinha sequer, além de abrigar o monumento oficial do seu filho. Existe alguma razão em particular para esse privilégio?”. E eis que disse o senhor: “Privilégio? É que tu não viu a qualidade de político que eu vou colocar por aquelas bandas”.

Essa anedota é um conhecido clássico da auto-depreciação nacional que, como toda anedota, diz mais sobre nossos desejos do que sobre a realidade. Trata-se de uma versão ampliada do bem conhecido “Deus é Brasileiro”, portadora da mesma ambiguidade fundamental: privilégio absoluto de possuir um canal direto com o Homem, e um senso iminente de pecado que nos coloca eternamente no erro já de saída. José Miguel Wisnik identificou nesse movimento um aspecto definidor de nossa autocompreensão enquanto “povo”. A passagem, sem mediações, do “complexo de vira-latas” para o “país de futuro glorioso”, e vice-versa. Passagem feita aos saltos, veneno-remédio. Entre os dois extremos, do “nada presta” ao “Deus proverá”, são as mediações do presente que desaparecem, desresponsabilizando sujeitos em particular (mundo sem culpa) e culpabilizando todos em potencial (negação generalizada de cidadania).

Em momentos de revelação histórica profunda, contudo, como o de sequestro explícito da política em que vivemos, a realidade torna mais evidente as conexões que fornecem substrato histórico para anedotas como essa. Existe uma verdade profunda na percepção de que a política nacional se dá contra o país, de que este só realiza de fato quando é contra seu próprio conceito de nação. Percepção que é verdadeira mesmo quando falsa, ou seja, naqueles (poucos) momentos em que política e realidade nacional coincidem, ou quando a percepção de ilegalidade constitutiva da ordem política (e do seu fundamento jurídico) é mobilizada ideologicamente em termos éticos e morais. A anedota conjuga desejo de grandeza, autocomiseração e passividade, mas não deixa de apontar para um sintoma de nossa miséria que é profundamente real.

 

II

Explica-se nesse sentido o grau de angústia e real desespero daqueles que em alguma medida sentem\creem que a atuação de Lula rompeu com essa regra geral, superando ainda que de forma frágil e por pouco tempo a separação entre política e realidade que é a norma entre nós. Mesmo entre aqueles que reconhecem muito mais de imaginário do que de real nessas mudanças (transformação messiânica que a seu modo reproduz a dinâmica do veneno-remédio, com suas mudanças de cima para baixo), a sensação é de que o recado final é de que sequer imaginar alternativas é mais possível (de fato, o assassinato da vereadora Marielle Franco caminha de forma bem mais contundente nessa direção).

Posicionando-se de uma vez: não coaduno com a visão messiânica e o culto ao redor de Lula, e muito menos com as orientações sobre quais deveriam ser as respostas da esquerda diante da perseguição e dissolução do Partido dos Trabalhadores. As leituras de orientação petista frequentemente apelam para os mais diversos tipos de distorção, e soam como fragilmente sobrepostas à realidade, quando não mal-intencionadas. O impeachment tem que ser chamado de golpe (aderindo ao paralelo com 1964, no mínimo passível de discussão), tem que gritar “Fora Temer” (sem reconhecer que nenhum partido, PT incluso, se interessa de fato por isso), tem que assumir que a Lava Jato só serve para perseguir o PT (sem reconhecer outras dinâmicas e interesses), tem que reconhecer que a perseguição ao Lula envolve apenas ódio de classe, sem outras variáveis de peso. Sobretudo, é necessário gritar aos quatro cantos que Lula é o grande guerreiro do povo brasileiro (e não apenas um dos melhores presidentes do país, mas que cometeu diversos equívocos passíveis de serem debatidos). Também é preciso assumir que não é o momento para problematizações, pois a esquerda precisa unir forças contra o fascismo que pretende destruí-la, e não apenas no Brasil. Se tal projeto de destruição da esquerda e o consequente ataque aos trabalhadores é uma realidade global, não é menos verdadeiro que tais manifestações de resistência frequentemente terminem por revelar muito mais a ausência de condições objetivas para sua realização, pervertendo-se em plataforma política de lançamento de candidatos, showmícios ou cirandas e beijaços abomináveis. E sim, sou contrário a sua prisão, acho Sérgio Moro abominável, e acredito que existe uma perseguição ao PT  maior do que em relação a outros partidos, por diversos motivos.

(Talvez uma das principais provas de que a esquerda vive em um relacionamento abusivo, como disse uma amiga, é que o Reinaldo Azevedo em pessoa tenha sido convidado para participar da suruba. Imagina, ir pra casa de swing e ter que encarar cafungada do tio Rei)?

Existe, contudo, algo de verdadeiro nessa posição de luto e pesar que assume contornos trágicos entre simpatizantes. Mais verdadeiro não somente em relação à postura daqueles que celebram o fim do PT, elevando Sérgio Moro à categoria de herói nacional, mas também em relação a posicionamentos mais “sensatos” e distanciados. Um grau de paixão trágica que por seu tom específico acaba por revelar algo do Real, independente do grau de distorção (ou não) dos fatos. Desde que tal paixão seja verdadeira, o grau de distanciamento em relação aos “fatos realmente existentes” comporta uma verdade pelo próprio modo com que é mobilizado. O tom trágico, frequentemente exagerado (o que, aliás, é uma das marcas dos discursos petistas, com slogans do tipo “nunca antes na história desse país” e afins), que apela para imagens de transcendência quase mítica, não deixa de carregar uma verdade em sua distorção.

Percebe-se isso claramente na comparação forçada entre a situação de Lula com a de outros perseguidos políticos, históricos ou míticos. Compara-se Lula com Gandhi, Mandela, Tiradentes, além é claro, do paradigma maior: Jesus Cristo. Diante dessas comparações, o posicionamento crítico logo se exalta e procura evidenciar a inverdade da aproximação, seu caráter manipulatório e forçado. Tais denúncias, contudo, fazem perdem de vista a própria verdade inscrita no despropósito. Existe certa arrogância ingênua no movimento dos “esclarecidos” que pretendem desmascarar a má-fé ou o messianismo dessas estratégias retóricas, como se seu objetivo fosse realmente descrever realidades ao invés de performa-las, bastando apontar a incoerência para o mecanismo se dissolver.

 

III

No mesmo dia da prisão de Lula, telefonei para uma senhora muito próxima, velha amiga da família. Sabia de sua simpatia por Lula e julguei que ela estaria abalada com a notícia, da mesma maneira que eu estava. Iríamos nos consolar, pensei. Entretanto, assim que ela começou a falar sua voz transmitia muito mais tranquilidade e ponderamento do que a minha própria. “Não estou preocupada não, meu filho. Porque sei que vai acontecer com ele o mesmo que aconteceu com o Mandela. Mesmo que ele fique preso vinte anos, quando sair vai direto para os braços do povo, que vai votar todo nele”. É precisamente nisso que consiste a verdade da comparação. Não pelo prognóstico em relação ao futuro, nem pela reflexão sobre a atuação real de Lula no poder, mas pela verdade do desejo que está expresso ali, contra todas as campanhas que fizeram do antipetismo o grande vitorioso no campo político nos últimos tempos (com a eliminação de todas as lideranças mais relevantes). A despeito de tudo que possa ser desmentido ou não pela história, a percepção é de que a senhora tem razão em seu diagnóstico: contra aqueles que demonizam Lula, contra os que o glorificam, e mesmo contra os que fazem críticas mais sensatas. Eis a verdade, inapreensível e transcendente, ao mesmo tempo falsa e verdadeira, que busca-se fazer desaparecer do horizonte juntamente com Lula. O ponto cego do antipetismo, incapaz de se tornar absoluto, porque existe ali um algo além, para além do PT e do próprio Lula. E não se trata simplesmente do fato de que ele venceria as eleições: a questão é o elemento inapreensível que determinaria sua vitória. É em torno desse elemento imaterial que se dão todas as disputas, maior do que os interesses eleitoreiros de plantão, maior do que a demonização ou a santificação dos sujeitos. Existe algo de pragmático e concreto nessa transcendência (a vida dos mais pobres efetivamente melhorou com Lula), e também uma dimensão utópica,  que torna Lula o portador de algo distinto de outras figuras políticas tradicionais, no geral à direita (os malufistas, por exemplo, que votavam no seu candidato a despeito de qualquer denúncia). É muito difícil, aliás, que a posição crítica consiga dar conta do elemento de desrazão e afetos que fazem parte das regras do jogo, e que não são necessariamente regressivos.

 

IV

Roberto Schwarz é sem dúvidas um dos críticos mais radicais das práticas e ideologias do nacional desenvolvimentismo, demolindo vários dos temas que mobilizaram boa parte da esquerda brasileira ao longo de sua história. Schwarz resume a questão da seguinte maneira em seu “Fim de Século”: antes do golpe militar, o desenvolvimentismo firmava no país a convicção (explosiva) de que para o Brasil entrar de vez na modernidade e superar seu passado colonial era necessário trazer os mais pobres “ao universo, do trabalho assalariado e da atividade econômica moderna”. Passávamos então por um dos raros momentos em que o destino do país parecia ser medido pelo sucesso de inclusão das classes trabalhadoras, contrariando a lógica escravocrata. Obviamente o golpe militar veio interromper a dimensão mais progressista desse processo, mas não o desenvolvimentismo em si, que passava então a desvelar sua outra face, menos luminosa: “passando ao esforço nacional de acumulação, o que se vê são sacrifícios fantásticos para instalar usinas atômicas que nunca irão funcionar, estradas que não vão a parte alguma, ferrovias imensas entregues à ferrugem, edificações fantasmas que entretanto não se desmancham com as ilusões ou negociatas que as tiraram do nada”. O resultado é um processo de modernização completo, sem integração dos mais pobres ao horizonte nacional. Modernização como desagregação e barbárie.

Falso de ponta a ponta em sua incapacidade de transformação das condições de existência dos mais pobres, o desaparecimento dos ideais desenvolvimentistas no contexto neoliberal não é, entretanto, algo a se comemorar, ainda que não deixe saudades. Para Schwarz, nada de bom é capaz de surgir de sua morte (a menos, é claro, que surja). É certo que insistir nos potenciais emancipatórios desse modelo só é possível enquanto ideologia, mas livrar-se deles também.

Note-se o quanto tal posição, essencialmente negativa, está longe de ser isenta. Contudo, caso fosse adepto das tretas da internet, provavelmente Roberto Schwarz seria considerado um “isentão”. Afinal, bater na esquerda nessa hora, sem se “posicionar” a seu favor, não é um desserviço à necessidade de união? Por outro lado, é importante lembrar aqui que o senso comum reconhece em Schwarz um marxista reducionista e profundamente partidário, longe de ser um analista distanciado. Seu horizonte é o fim do capital, algo visto cada vez mais como excentricidade de velhinhos engraçados. Esse descompasso por si só já demonstra a complexidade de sua posição intelectual, permeada por uma negatividade sem concessões que considera dialeticamente os diversos pontos de vista sem abrir mão de uma delimitação clara de pressupostos fundamentais que, longe de enfraquecer o pensamento, garantem sua complexidade.

Da mesma forma, é preciso ter coragem para assumir uma posição paradoxal e negativa nesse momento histórico, reconhecendo que não existe nada de positivo nos movimentos para retirar Lula do jogo, embora seja essa talvez a única alternativa para que algo de positivo possa vir a surgir, ainda que não agora, e ainda que sem garantias de nenhuma espécie. Até agora, alias, as coisas só têm piorado, e nada no horizonte parece indicar que elas não devam seguir nesse rumo até a próxima catástrofe.

 

V

Meus textos sobre estética são quase sempre reflexões mediadas sobre o político. Em certo sentido, é como se tudo para mim fosse atravessado pela política. Menos, é claro, a política em si, que a meu ver nunca está onde se imagina. É por isso que o texto até aqui, aparentemente político, é muito mais uma reflexão sobre meus próprios movimentos de paixão e consciência, um exercício de exposição que no meu caso só pode ser indireta. Dificilmente escrevo um texto assim, tão petistamente anti-petista, cheios de equívocos que são absolutamente verdadeiros na medida em que revelam um movimento particular. Entretanto, para os interessados em discussão política de fato, creio que a parte seguinte interessará mais.

Falemos, então, sobre música.

 

VI

Existe uma dimensão presente no debate entre MPB e Tropicalistas nos anos 1960-70 que se apresenta em termos muito parecidos com os do momento atual. Uma equivalência inclusive forçada em termos discursivos: qual deve ser a posição do artista diante do “golpe” e seus respectivos golpistas? Descontadas as distancias entre os dois momentos, que o uso do termo “golpe” pretende encurtar, é interessante analisar os termos daquele embate.

Apesar das inúmeras divergências internas quanto aos sentidos do engajamento, o campo da MPB buscava um horizonte integrador claro, com inimigos comuns – além dos militares, o imperialismo norte-americano e seu “braço local”, a Jovem Guarda. O discurso nacionalista engajado de conscientização e denúncia procurava por meios de integração com o “povo” através das temáticas, formas musicais, e aumento progressivo da audiência. Nesse contexto o Tropicalismo surge enquanto elemento de clivagem, rompendo com a unidade aparente desse campo ao incorporar às diversas criticas que a MPB trazia em suas canções um elemento de auto-exposição ideológica radical do papel (estético, social, de classe) do artista, bem como dos limites estéticos\políticos de seu modelo de pensamento.

Da perspectiva de resistência contra o regime, proposta pelos artistas reunidos em torno da sigla MMPB, tal posição fragilizava a militância política precisamente no momento em que o foco deveria ser o fortalecimento da esquerda contra o inimigo comum. Os “isentões” tropicalistas foram então acusados de fugir dos conflitos de seu tempo e, na pior das hipóteses, fazer o jogo do inimigo. Vistas a distância, contudo, as canções do movimento têm muito a dizer sobre sua época, e as questões por elas apresentadas, mais do que alguns modelos mais diretamente engajados, ainda se inserem de modo radical no cenário contemporâneo, estando longe de fugir às demandas de seu tempo.

Nesse sentido, o acerto formal parece confirmar que muitas vezes o real conteúdo político da arte não está nos termos aparentemente mais urgentes. É por seu deslocamento em relação ao “Político” que a canção torna-se capaz de identificar o político verdadeiramente existente. Não que o distanciamento político seja condição do político na arte: muitas vezes o desengajamento alienado nada mais é do que isso mesmo, e o interesse por Anita, MPB neo indie e Sertanejo Universitário não passa por aí. Da mesma forma, no caso dos Racionais ocorre uma correspondência entre a política da forma e dos conteúdos. Por outro lado, existe mais política acontecendo no funk carioca do que em boa parte das canções mais diretamente engajadas da Nova MPB. Não por acaso: em muitos sentidos, “Pega fogo cabaré” é mais político do que “Fora Temer”, tanto que estamos absolutamente atolados no primeiro, enquanto o segundo é tão frágil que sequer é capaz de impedir a ridícula e afrontosa candidatura do impostor à presidência.

Dito isso, é preciso reconhecer que o projeto Tropicalista em certo sentido chegou ao poder, com Gilberto Gil tornando-se Ministro da Cultura e Caetano uma espécie de arauto da música popular. A radicalidade crítica do movimento incorporou-se ao mainstream com velocidade surpreendente (ou nem tanto), e logo após o retorno do exílio de seus principais nomes, já era todo mundo (pós)tropicalista. Quem não seguiu a onda, sucumbiu. Guitar wins. O acerto da forma com seu tempo não deixa de ser problemático a seu modo, se o filtro em questão é político. Quando as demandas contraculturais de expansão do ser se convertem em paradigma empresarial yuppie, e a autocrítica caminha muitíssimo bem com o status quo no capital, é sinal de que algo se perdeu, ou revelou-se de vez. Talvez as duas coisas.

Nesse caso, talvez a nota verdadeiramente dissonante seja mesmo a radicalidade do salto de fé do militante. Cabe lembrar, contudo que tampouco a MPB realizou de fato o seu ideal de integração entre classe média e povo, e não porque seus ideais foram abortados pelo golpe. Como demonstra de forma demolidora a canção “Classe Operária” de Tom Zé, a distância entre os dois campos inscreve-se na própria forma das canções. Por outro lado o resultado prático da revolução tropicalista também foi o fortalecimento de um espaço separado de valoração, que beneficiou a todos os envolvidos (MPB e Tropicália) ao deslocar o padrão musical de Roberto Carlos para um patamar de inferioridade no interior do cânone da música popular. Pois se de fato o tropicalismo é o movimento que surge para romper com todas as fronteiras na música brasileira, porque é tão claramente colocado para todos que o próprio Roberto Carlos não é tropicalista? Quais os limites reais dessa integração, em termos de distribuição de louros, glórias e formação do cânone?

 

VII

A possibilidade de um eventual “voto útil” (que de útil não tem nada), na disputa entre Bolsonaro e Alckmin, serve ao menos para revelar sua verdadeira dimensão de chantagem diante de um quadro absolutamente desprovido de opções. De que forma prefere sua carnificina, senhor?

Entre Marina, Ciro, Alckmin e Bolsonaro, que tal um pouco de torre de marfim?

“A objeção levantada contra nós poderia ser posta aproximadamente nas seguintes palavras: quem, no presente momento, duvida da possibilidade de mudança radical na sociedade e que por tal razão nem participa nem aconselha a que se proceda a ações espetaculares e violentas, é culpado de resignação. […] O consolo de que o pensamento dentro da ação coletiva é um aperfeiçoamento revela-se um engano: o pensamento utilizado apenas como instrumento da ação fica obscurecido do mesmo jeito que todas as razões instrumentais. No presente momento, não é visível qualquer forma superior de sociedade; por tal razão, tudo que pareça bem ao alcance é regressivo (ADORNO, Resignação).*

 

*Publicado na revista Telos, por Wes Blomster 35, Spring 1978, p. 165-168 e em Bernstein, J.J. Adorno: The Culture Industry, Londres: New Fetter Lane, 1996. Tradução de Newton Ramos de Oliveira.

Acauam Oliveira

São paulino, maloqueiro e sofredor - o maior de seus talentos. Professor de Literatura e Estudos Culturais da Universidade de Pernambuco. Aspirante a blogueiro fitness. É editor do mais hipster dos sites de cultura do Brasil, o CHIC Pop.

Leave a Reply